Como reduzir o impacto ambiental do surfista?

20/01/2022

O surf tem assistido a um aumento exponencial na quantidade de praticantes da modalidade. Esta evolução resulta em benefícios diretos na economia circular do surf, contudo, o impacto ambiental sobrepõe-se.

 

Durante os últimos anos o surf tem vindo a ganhar espaço na agenda mediática. O desporto e atletas da modalidade têm sido expostos nos mass media, o que tem gerado interesse pelo surf no espaço público.

 

A principal consequência é o aumento de praticantes da modalidade. O que resulta numa maior economia envolta do surf. Portugal não é exceção a este crescimento, pelo que todos os anos milhares de pessoas iniciam a prática do surf em Portugal.

 

Em 2016, um estudo feito pelo Afonso Gonçalves Teixeira, apontava para um número aproximado de 260mil surfistas no país. Considerando um estudo da FPS (Federação Portuguesa de Surf), prevê-se um aumento de 12% no número de praticantes da modalidade, o que resulta em 450mil surfistas em Portugal, isto, no ano de 2021.

Dá uma nova vida à tua prancha de surf

Se o foco fosse apenas o lado económico, e as grandes empresas, não haveria problemas com o crescimento do surf. Porém, quando observamos o impacto ambiental da modalidade percebemos que nem tudo é perfeito.

A produção em massa está associada ao consumo de poluentes. A consequência do aumento de surfistas é clara.

Mais surfistas gera maior consumo, o que por sua vez resulta numa maior produção de equipamentos.

Mais surfistas gera maior consumo, o que por sua vez resulta numa maior produção de equipamentos. Os materiais mais comuns nos equipamentos de surf continuam a ser bastante poluentes, e muitos deles dependem do uso de petróleo.

 

Utilizando como exemplo os fatos de surf, feitos de neopreno, o impacto ambiental é enorme. Para além de todo o processo químico que resulta na criação do material “neopreno”, este não é biodegradável, e por isso, existem quatro soluções quando deixamos de utilizar um fato de surf. O mesmo se aplica nas pranchas de surf usadas.

 

Primeiro, simplesmente colocar no lixo, onde depois o equipamento vai para um aterro ou é incinerado. No caso de ser incinerado contribui produção de energia eléctrica, mas ao colocarmos os fatos no lixo comum não há garantia que este será o seu fim. 

 

A segunda opção é a de colocar os fatos no contentor de roupa usada, onde poderão ter um processo semelhante ao da reciclagem e os materiais serem reutilizados noutras indústrias.

 

A terceira opção é deixar o fato/prancha guardado em casa, a acumular pó, assim apenas estamos a adiar a posterior colocação no lixo ou nos contentores de roupa usada. Estima-se que cada surfista tenha, em média, 2,5 pranchas e 3 fatos na sua posse, os quais podiam ser úteis para outro surfista.

 

 

E por fim, a solução mais sustentável, a reutilização do material através da venda do mesmo.

Ao vender uma prancha de surf, estamos não só a dar uma nova vida àquele material que já não íamos utilizar, como também evitamos a fabricação desnecessária de outros poluentes.

 

É verdade que os materiais de surf podem sofrer danos com o tempo. Porém, reparar uma prancha de surf usada, por exemplo, é algo simples de se fazer, e muito mais sustentável do que comprar uma nova.

 

Ao repararmos os nossos materiais de surf, para posteriormente podermos vendê-los, estamos a promover a economia circular no surf em Portugal. Assim, estendemos o período de vida dos materiais e aumentamos o número médio de donos por produto. Isto, simplesmente através do aumento do consumo de materiais em segunda mão.

O impacto de uma única prancha

Para que tenhas uma maior noção do impacto ambiental, trazemos alguns dados relativos ao processo de fabricação das pranchas de surf.

 

A produção de uma prancha 6’0 liberta entre 170 e 250kg de CO2 durante todo o processo (estudo por Tobias C. Schultz).

 

Mantendo a tendência de novos surfistas anuais, 2022 irá assistir a um aumento de 50.000 novos praticantes da modalidade. 

Se juntos conseguirmos ajudar 20% destes surfistas para que consumam produtos em segunda mão, estaremos a evitar a emissão de 2.500.000kg de CO2. O mesmo número corresponde às emissões anuais de 500.000 portugueses.

Reutilizar é uma das soluções.

A reutilização da tua prancha de surf usada faz a diferença

O ambiente não é o único que sofre com o consumismo no surf. A nível financeiro o surfista que pretende um novo quiver vê-se obrigado a despender de uma grande quantia para trocar de material.

 

Para quem está a começar torna-se ainda mais dispendioso a prática do surf. É necessária uma prancha de surf, um fato, quilhas, leash, wax, e caso não tenhas a sorte de morar junto ao mar, o preço do combustível para a deslocação.

 

Um individuo que se está a iniciar no surf, e vai comprar material na Decathlon, o gasto rondará os 300€. Lembrando que nos referimos aos equipamentos mais acessíveis, correspondentes à gamma 100. Por outro lado, um surfista avançado, e que queira evoluir, vai precisar de equipamentos de nível mais avançado. O que pode facilmente ultrapassar os mil euros quando se investe num quiver completo.

 

Mas fiquemos com o exemplo da Decathlon:

 

300€ correspondem a 45% do salário mínimo nacional (2022). Tendo em consideração que quase 10% da população nacional vive com o salário mínimo, torna-se quase impossível investir no desporto comprando material novo.

A melhor forma de reduzir o esforço financeiro destes praticantes será ao vendermos o equipamento que já não usamos.

Através do material em segunda mão, reduzimos o valor dos 300€ do quiver, para apenas 150€.

Conclusão

Então, como é que podemos promover o crescimento do surf, diminuindo o impacto ambiental?

 

Depois de uma reflexão sobre o assunto, a solução do problema é simples. Aquela prancha de surf usada, que está a ganhar pó, coloca à venda. O mesmo podes fazer com o fato de surf antigo e outros acessórios que já não utilizas.

 

Não só diminuis a tua pegada ambiental, como recebes dinheiro para atualizares o teu próprio quiver. Para além disto, ainda ajudas pessoas com mais dificuldades financeiras a praticarem o desporto que tanto amamos.

 

O projeto da Borasurfar ambiciona promover a compra e venda de materiais em segunda mão, diminuindo assim todos os problemas referidos anteriormente.

 

Além disso, tencionamos ajudar as marcas na sua estratégia de economia circular. A nossa colaboração com a Deeply é resultado deste objetivo, onde estamos a desenvolver um novo processo no qual oferecemos aos clientes a oportunidade de reutilizar, e dar uma segunda vida aos seus fatos.

 

Na Borasurfar temos como missão apoiar o crescimento do surf de forma sustentável, onde ajudamos a preservar a natureza, bem como o surfista que pretende atualizar o seu quiver sem despender de muito dinheiro.

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